sábado, 22 de outubro de 2011

O velho

Era um velho
que andava a varrer
com uma lata no rabo a bater
quanto o velho mais varria
mais a lata rápida no rabo batia!

Pedro Lima
O rei da Grã-Bretanha


Se o rei da Grã-Bretanha
Quisesse grã-bretizar
Não haveria grã-bretizador
Que conseguisse grã-bretizanalar
O grã-bretizilador.
Rui

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Dia Mundial da Alimentação

O Caldo de Pedra

Um frade andava no peditório. Em determinada altura, cheio de fome, chegou à porta de um lavrador e aí nada lhe quiseram dar. E ele disse aos da casa:
- Vou ver se faço um caldinho de pedra.
Apanhou uma pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela a ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e da sua lembrança. Perguntou o viandante:
- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa!
Responderam-lhe:
- Sempre queremos ver isso.
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, falou assim:
- Se me emprestassem aí uma panelinha...
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e meteu a pedra dentro.
- Agora, se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas...
Deixaram. Assim que a pedra começou a chiar, disse ele:
- Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava um primor!
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada do que via. Provando o caldo, exclamou o frade:
- Está um bocadinho ensosso, bem precisava de uma pedrinha de sal.
Também lhe deram o sal. Temperou, provou, e:
- Agora é que uns olhinhos de couve caíam bem aqui! Até os anjos comeriam!
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras. O frade limpou-as, ripou-as com os dedos, deitando as folhas na panela.
Quando os olhos já estavam já estavam cozidos, comentou o frade:
- Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava graça!
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço e ele deitou-o na panela. E enquanto tudo aquilo cozia, tirou pão do alforge e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo. Comeu e lambeu o beiço. Depois, despejava a panela, ficou a pedra no fundo.
A gente da casa, que estava com os olhos no frade, perguntou-lhe:
- Ó Irmão, então e a pedra?
Respondeu-lhes o frade:
- A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez!
E assim comeu o frade em casa de quem nada lhe queria dar.

Viale Moutinho, "Contos Populares Portugueses"

sábado, 8 de outubro de 2011

Concurso - Dia Europeu das Línguas

Número de participantes:
- 5º ano: 41
- 6º ano: 28
- 7º ano: 18
- 8º ano: 16
Total: 103 alunos

Vencedores:
- Catarina Coelho - 5º C
- Diana Gonçalves - 5º D
- Hugo Patrício - 5º D
- Jorge Machado - 5º D
- Vítor Hugo Costa - 5º E
- Rui José Machado - 6º A
- Ana Rita Soares - 7º B
- Francisco Silva - 7º C
- André Machado - 7º E
- Jorge Martins - 8º C
- Vítor Gonçalves - 8º D
- Eduardo Beja - 8º E

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dia Mundial dos Animais

A Lebre e a Tartaruga

Um dia a Lebre encontrou a Tartaruga e ridicularizou o seu passo lento e miudinho.

- Muito bem - respondeu a Tartaruga sorrindo. - Apesar de seres tão veloz como o vento, vou ganhar-te numa corrida.

A Lebre, pensando que tal era impossível, aceitou o desafio. Resolveram entre elas que a raposa escolheria o percurso e seria o árbitro da corrida. No dia combinado, encontraram-se e partiram juntas.

A Tartaruga começou a andar no seu passo lento e miudinho, nunca parando pelo caminho, direita até à meta.

A Lebre largou veloz, mas algum tempo depois deitou-se à beira do caminho e adormeceu. Quando acordou, recomeçou a correr o mais rapidamente que pode. Mas já era tarde... Quando chegou à meta, verificou que a Tartaruga tinha ganho a aposta e que já estava a descansar confortavelmente.

Moral da história:
Devagar mas com persistência completas todas as tarefas.
Fábula de Esopo

sábado, 1 de outubro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Acordo ortográfico - Diferenças entre o Português e o Brasileiro

Em Portugal ............................................. No Brasil
contactar ..................................................... contatar
defetivo ...................................................... defectivo
facto ................................................................. fato
olfato .............................................................. olfato
olfativo ......................................................... olfativo
conceção .................................................. concepção
concetivo .................................................. conceptivo
contraceção ........................................... contracepção
contracetivo .......................................... contraceptivo
corrupção .................................................... corrução
deceção ..................................................... decepção
dececionar .............................................. decepcionar
interceção ............................................... intercepção
intercetar ................................................. interceptar
percecionar ........................................... percepcionar
perentório .............................................. peremptório
receção ...................................................... recepção
súbdito .............................................. súbdito / súdito
subtil ..................................................... subtil / sutil
amígdala ...................................... amígdala / amídala
amnistia .......................................... amnistia / anistia
indemnizar .................................................. indenizar
omnipotente ......................... omnipotente / onipotente
aritmética .................................. aritmética / arimética

Além disso, em Português de Portugal, nos verbos regulares da 1.ª conjugação, acentua-se a terminação da 1.ª pessoa do plural do pretérito perfeitodo indicativo para a distinguir da 1.ª pessoa do plural do presente do indicativo
andámos, passeámos, cantámos, lavámos;

Em Português do Brasil, não
andamos, passeamos, cantamos, lavamos

Em Português de Portugal, acentua-se a terminação da 1.ª pessoa do plural do presente do conjuntivo do verbo dar, para a distinguir da 1.ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo;
dêmos

Em Português do Brasil, não
demos

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Acordo ortográfico - Manutenção de hífen

Pelo contrário, com uma exceção, continua a usar-se o hífen, nos seguintes casos:

- Prefixo terminado por vogal e elemento seguinte começado pela mesma vogal
anti-ibérico, contra-almirante, micro-ondas, semi-interno:

Excetua-se o prefixo co: coobrigação, coocorrente

- Palavras que designam espécies das áreas botânica e zoológica
abóbora-menina, couve-flor, feijão-verde, ervilha-de-cheiro, bem-me-quer, cobra-capelo, formiga-branca

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Acordo ortográfico - Supressão de hífen

Efetua-se nos seguintes casos:

- Prefixo terminado em vogal e elemento seguinte começado por r ou s
antirreligioso, autorrádio, autosserviço, contrarrelógio, fotorreportagem, microssistema, minissaia, semisselvagem, semirreta, ultrassónico

- Ligação da proposição de com formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver
hei de, hás de, há de, heis de, hão de

- Prefixo terminado por vogal e elemento seguinte começado por vogal diferente
agroindustrial, antiaéreo, autoestrada, coautor, extraescolar, codireção, hidroelétrico, plurianual

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Receção aos alunos do 5º ano e seus Encarregados de Educação

Acordo ortográfico - Supressão de acentos gráficos

- Nos verbos da 2.ª conjugação, 3.ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo
creem, deem, leem, veem, reveem

- Nas formas acentuadas do verbo arguir

- Nas palavras graves com ditongo oi
Asteroide, heroico, espermatozoide, jiboia, paleozoico

Nota: comboio e dozoito, já não se acentuavam

- Do acento grave em palavras homógrafas
para (parar) e para (preposição);
pela (pelar) e pela (substantivo);
pelo (pelar) e pelo (substantivo);
coa (coar) e Coa (topónimo);
pero (substantivo comum) e Pero (substantivo próprio)

Mas: paramos e parámos; pôde e pode; pôr e por

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Acordo ortográfico - O que não se pronuncia, não se escreve

Desaparecem as consoantes mudas integrantes de:

- cc
- cç
- ct
- pc
- pç
- pt

Assim:
cc - colecionador, direcional, lecionar;
Mas: faccioso, ficcional, perfeccionismo

cç - ação, coleção, correção, direção, extração, fração, proteção, reação, seleção;
Mas: convicção, fricção, sucção

ct - ato, ator, atual, afeto, arquitetura, coletivo, detetar, direto, diretor, elétrico, espetáculo, exatamente, letivo, objetivo, projeto;
Mas: bactéria, compacto, convicto, intelectual, pacto, contactar

pc - anticoncecional, dececionante, excecional, rececionista;
Mas: capcioso, egípcio, núpcias

pç - aceção, adoção, conceção, receção;
Mas: corrupção, interrupção, opção

pt - adotar, batismo, ótimo, Egito;
Mas: adepto, apto, eucalipto, rapto, repto

Por outro lado, há alguns casos em que, havendo oscilação na pronúncia das sequências consonânticas, se admite a dupla grafia:

apocalíptico / apocalitico
bissectriz / bissetriz
carácter / caráter
característica / caraterística
caracterizar / caraterizar
conceptual / concetual
conectar / conetar
infecção / infeção
infeccioso / infecioso
insurrecto / insurreto
dáctilo / datilo
dactilografia / datilografia
intersecção / interseção
olfacto / olfato
sector / setor
sectorial / setorial
veredicto / veredito

Outros casos de dupla pronúncia e, pois, de dupla grafia
súbdito / súdito; subtil / sutil; amígdala / amídala; amnistia / anistia; omnipotente / onipotente

Exposição - O jornal escolar