
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Chegou o outono!
Ai outono!
Ai, outono! Como tu me encantas!
Quando eu passo por cima das folhas castanhas, amarelas e vermelhas das árvores que tu despiste, tudo à minha volta é tão belo que nenhuma outra estação do ano o consegue fazer.
As árvores que agora só têm algumas folhas parecem dançar ao vento.
As andorinhas parecem zangar-se connosco e partem para outras terras deixando-nos apenas com os pardais que, como também são castanhos, até se confundem com as folhas.
Tudo parece deserto! Mas não é, porque vem sempre uma criança ao longe para vir para a escola e começar um ano letivo tão cheio de novidades e surpresas.
Fazem-se as vindimas e sente-se um delicioso cheiro a uvas no ar.
No outono, encontro-me de novo com as minhas colegas na escola.
Com as chuvas, formam-se muitas poças parecidas com lagos e o meu primo, que tem três anos, e eu, vamos para lá brincar com barquinhos de papel.
Ai, outono! Como a tua magia é bela e a todos tu encantas.
Ana Cecília (Livro Pequenos Leitores 4)
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Baile da Biblioteca
Sou o vosso professor
E sei de um baile de gala
Que se dá todas as noites
Nas estantes da tua sala
Olha Ulisses o Argonauta
A dançar com o mar à proa
Aquele é o senhor Fernando
A dançar com a sua Pessoa
Olha o Mestre Gil Vicente
Entre a rainha e o bobo
E aquele à frente é o Aleixo
É o poeta do povo
É o baile da biblioteca
Sai o Zorro de rompante
Duma lombada de coiro
A declarar-se emigrante
Para a Ilha do Tesoiro
Ao piano o Conde de Abranhos
Não dá sinais de abrandar
E é preciso o sol nascer
Para o baile acabar
Como sempre é Dom Quixote
Largando da mão a lança
Vamos dormir criaturas
Que amanhã também se dança.
Sou o vosso professor
E sei de um baile de gala
Que se dá todas as noites
Nas estantes da tua sala
Olha Ulisses o Argonauta
A dançar com o mar à proa
Aquele é o senhor Fernando
A dançar com a sua Pessoa
Olha o Mestre Gil Vicente
Entre a rainha e o bobo
E aquele à frente é o Aleixo
É o poeta do povo
É o baile da biblioteca
Sai o Zorro de rompante
Duma lombada de coiro
A declarar-se emigrante
Para a Ilha do Tesoiro
Ao piano o Conde de Abranhos
Não dá sinais de abrandar
E é preciso o sol nascer
Para o baile acabar
Como sempre é Dom Quixote
Largando da mão a lança
Vamos dormir criaturas
Que amanhã também se dança.
Carlos Tê
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